Coronavírus: um caminho às cegas no Brasil

POR MARCOS VILLAS BÔAS

 

MEDO E FÉ

 

Mesmo com liberação dos cultos religiosos as igrejas e templos não tiveram pressão por frequência dos fiéis no primeiro domingo de “liberdade. Cada congregação inventou seu jeito para manter iniciativas restritivas à aglomeração, contatos pessoais controle de temperatura e afastamento de idosos. Na maioria dos cultos replicou-se o mesmo conflito de opiniões que movimenta a sociedade: Ninguém pode dizer que está livre ou imune.

UMA GERAÇÃO

 

Não é nada alentadora a perspectiva do Ministério da Saúde de realização de testes para identificar a presença do Covid 19 na corrente sanguínea humana. O novo ministro da saúde, Nelson Teich, fala em 17 anos de prazo para chegar a 25% de toda a população. Mesmo chamado de “teste em massa” o programa de distribuição de exames não ultrapassa a 100 amostras diárias em Goiás. A disputa pelo uso já vem causando pressão sobre o sistema de saúde, onde já há interferência política e até tráfico de influência.

QUEM PAGA O PATO

 

Consumidores atentos para a possibilidade de repasse aos preços nos serviços de concessões públicas que tiveram queda vertiginosa com a quarentena do coronavírus. Transporte coletivo e estradas pedagiadas são os mais atingidos e já há uma pressão das concessionárias por um reequilíbrio financeiro que é previsto nos contratos. Em Goiânia a prefeitura liberou as concessionárias ao descumprimento dos contratos, o que diminuiu a quantidade e qualidade dos serviços, provocando aglomeração de pessoas na disputa pelo transporte.

CAMINHO ÀS CEGAS

 

Não existe número ou controle da saúde pública sobre a quantidade de pacientes que venceram as infecções causadas pelo coronavírus em Goiás. Os dados fazem parte de uma perigosa subnotificação que encontra apoio político para se manter como está. Os órgãos estaduais e municipais já admitem que o trabalho é feito às escuras, enfrentando problema já existente sem entender a dinâmica do que virá pela frente.

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