Fora de controle

POR MARCOS VILLAS BÔAS

 

Frustradas as previsões superestimadas do Governo Estadual e com autonomia garantida por decisão do Supremo, prefeitos goianos abrem as portas da quarentena e a maioria libera a volta de comércio e serviços, apesar do Corona Vírus. Sob pressão, por estarem mais próximos da população, prefeitos do interior goiano seguiram a própria linha e contrariaram em grande parte decreto estadual que propõe a extensão da quarentena em Goiás. Fora de Goiânia, os principais municípios decretaram a volta gradativa do comércio e dos serviços suspensos até agora, mesmo com alerta sobre crescimento do contágio e aumento de mortes com a pandemia do Corona Vírus.

 

NÚMEROS DA PANDEMIA SÃO MAIORES

O atraso na obtenção de resultados de exames e o volume de infectados não relacionados pela saúde pública estão dando a falsa impressão de controle da doença em Goiás, como vem acontecendo nos demais estados brasileiros. O quadro foi admitido pela secretaria estadual de saúde, segundo o Jornal O Hoje. Pelas projeções, Goiás pode chegar aos dois mil casos já no próximo final de semana.

 

VOLTA A VACINA CONTRA INFLUENZA

Depois de uma semana sem vacinas contra a gripe, os postos de vacinação retomam a campanha de imunização contra a gripe Influenza, iniciada no começo de abril em Goiânia. A vacinação contra gripe pode ajudar a diminuir a vulnerabilidade da população diante da pandemia de Corona Vírus. Há 93 mil doses no estoque com prioridade para gestantes, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, profissionais das forças de salvamento e segurança, população carcerária, caminhoneiros e motoristas de transporte coletivo.

 

PROJEÇÕES PRECIPITADAS

O erro nas projeções da Saúde Pública em Goiás, onde os casos de corona vírus permanecem em menos da metade do esperado para abril, devolvem o trânsito, lotação nos coletivos, fila nos bancos e caixas de supermercados ao quotidiano dos goianos depois de um mês de quarentena. É o novo quadro da pressão da economia sobre a proteção da saúde. Sem qualquer campanha de orientação ou protocolos formais de comportamento, cada setor adota o próprio risco. Todos à espera de dados que confirmem erro ou acerto da iniciativa.

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